23 de ago. de 2009

Pelo silêncio nos espetáculos


Outro dia li esse texto, em que a autora faz um apelo pelo fim do blablablá no cinema.

Pois eu digo que isso devia ser uma campanha, e ir além do cinema: qualquer espetáculo que não envolva a participação direta da platéia (ex: maior parte do teatro, espetáculo de dança etc).

Já está muito difícil frequentar o cinema. Nas últimas 4 ou 5 vezes que fui ver um filme tive que mudar de lugar ou aguentar comentarios em voz alta à minha volta durante todo o filme. E quase sempre são pessoas adultas, ou pelo menos crescidinhas o suficiente para ter o mínimo de noção de educação nesse tipo de espaço.

Hoje fui assistir a um espetáculo de dança da Companha 1º ato. O nome é "Isso aqui não é Gotham City", e era realmente (pra ser) algo divertido. Só quando a peça estava prestes a começar reparei no número de crianças na platéia.

A propósito, era realmente um espetáculo lúdico, brincando com a linguagem de quadrinhos, mas não exatamente infantil. Sem restrições, apenas algumas coisas são um pouco elaboradas demais para criançasde 5, 6, 7 anos compreenderem.

Pois bem, resumindo, assim que começa o espetáculo descubro que estou sentado bem à frente do menino-gênio-chato da platéia. A figurinha, de no máximo 8 anos, passou o tempo todo dizendo ao pai o que entendeu ou perguntando o que não entendeu.

"Olha ele tá colocando uma roupa branca. Ela brilha na luz fosforescente!"
"O que ele fez com ela? "
"Quem é esse? O que ele está fazendo?"
"Ah, ela tá disfarçada! Aposto que é uma vilã!"

"O que você tá lendo? Tá gostando?
Como desliga o computador, é puxando a tomada assim?"


E o pai? Aí é que está a fonte de todos os problemas. Revoltados com as crianças da platéia do meu Brasil, CULPEM OS PAIS! Sim, o pai do garoto não apenas não pedia silêncio, como respondia cada pergunta, e ainda eventualmente explicava algo espontâneamente.

Lá pelas tantas, não bastasse o falatório, o menino resolveu comer alguma coisa, provavelmente um chiclete. De boca aberta. Sabe aquele som de alguém mascando chicletede boca aberta? Então.

Mandem o ECA pra cima de mim, mas não posso negar que dei um sorriso malévolo quando a figurinha engasgou. Não foi nada de mais, ele apenas tossiu e limpou a garganta. Mas pra mim foi uma catarse.

Momento Zé do Caixão (e olhe que peguei leve, hein!):
Espero sinceramente que o menino não tenha entendido, não tenha gostado e tome raiva de espetáculos e salas de cinema. Que cresça ouvindo rock, punk, heavy metal, deixe os cabelos longos e passe o dia fazendo air-guitar e head-bangs que precisem de bastante estímulo em altos decibéis. Frequente apenas shows da pesada, com muita gritaria, ou vá ao Pop Rock ficar pulando na chuva. Ou então que ouça muita música Emo e não vá em nada porque o mundo o odeia e ele não quer compartilhar nada com ninguém, quer apenas ficar no quarto com seus fones de ouvido, encolhido num canto. Que, seja como for, que ele passe a considerar cinemas e salas de teatro como espaços de manifestação da elite burguesa capitalista que tenta criar uma aura de alta cultura para contrapor a diversidade das manifestações pós-modernas que tentam mudar o status quo.

Mas que eles, e principalmente seus pais sem noção, parem de frequentar lugares onde o silêncio da plateia é parte do espetáculo! Ou pelo menos as cadeiras à minha volta.

Ah, mais uma coisa: se você concorda comigo, por favor jamais faça "shhhhhh!", especialmente no cinema. Desde pequeno aprendi que um "shhh" pedindo silêncio sempre gera um "shhhh" em resposta pedindo pra não fazer "shhhh" e, em seguida, mais dois ou três "shhhh" que acharam ruim todo mundo começando a fazer "shhhh" e, finalmente, diversos "shhhh" seguidos de risadinhas, e a coisa vira brincadeira.
Achei no blog Etc S/A, hehe.

10 de ago. de 2009

Ai que saudades do tempo

Tinha um engarrafamento atípico no meu caminho de volta do trabalho para o almoço hoje. Sim, de volta do trabalho para o almoço e não o contrário. Tenho o privilégio de almoçar em casa todos os dias, por morar perto do trabalho nessa metrópole que é BH, assim como fazia como quando morava no sul de Minas. Lá ainda dava tempo até de uma siesta na minha própria cama entre os dois turnos.

Pois bem, o engarrafamento. Num lugar onde normalmente não acontece. Provavelmente é a volta às aulas, adiada pela gripe suína, o que fez as pessoas desacostumarem com o trânsito. Exatamente por estar indo pra casa a pé na hora do almoço e lembrando dos antigamente lá no sul, pensei naquelas pessoas que sempre guardam um ar saudosista daquele tempo em que viviam algo mais calmo.

Posso imaginar um antepassado dizendo "ah, aquele tempo em que a gente vivia na roça! Subia na árvore pra pegar as frutas, dormia cedo e acordava com as galinhas, ficava só proseando no final do dia. Não era essa bagunça dessa cidade com essas carroças pra lá e pra cá".

E um outro antepassado, mais recente, lembrando "daqueles tempos, em que a gente vivia na cidadezinha, com aquelas carroças pra lá e pra cá, o barulho dos cascos. O seu Zé trazia o leite o queijo da roça novinho todo dia, a gente conhecia os vizinhos e cumprimentava todo mundo na rua."

E um nem tão antigo, dizendo que bom mesmo era "quando a gente vivia na cidade pequena. Era um ou outro carro, e a gente só precisava ir no centro pra uma ou outra coisa. Dava pra ir pro trabalho a pé, os vizinhos eram gente boa".

E aí fiquei pensando quando é vai chegar o tempo em que alguém vai ouvir uma buzina e dizer. "Ah, isso me lembra aqueles bons tempos que a gente vivia na cidade. Aqueles prédios altos em que a gente tinha toda a privacidade, nem precisva cumprimentar o vizinho. Shoppings com todo tipo de opção, cinemas, ir pro trabalho de carro todo dia, e até aproveitar o engarrafamento pra ouvir um radinho, bater papo com o carona e de vez em quando até paquerar".

Demora muito não, cês vão ver só...

9 de ago. de 2009

Eu sabia!

Essa frase, "eu sabia!" - que na verdade deveria estar na categoria interjeições, junto com "putz grila!" e "como é que ninguém pensou nisso antes?" - geralmente cumpre, sem que a gente perceba, o papel de denunciar nossa própria culpa.

Isso porque "eu sabia!" sempre é dito diante de uma situação em que podíamos evitar mas deixamos acontecer. Podíamos avisar, mas não avisamos. Fingimos que não percebemos o tempo todo, e de tanto fingir nos convencemos de que não sabíamos até o momento apropriado de soltar um "eu sabia!", que tenta passar uma sagacidade do seu locutor, algo como a inteligência zen daquelas pessoas que acreditam que tudo está predestinado e não importa o antes e o depois. Se você sabia ou não, não faz diferença. Que nada! Justamente porque sabia, pior pra você.

Você sai de casa com o tanque quase vazio, você olha o marcador e diz que dá pra chegar lá no cafundó e passar no posto na volta. O carro para no meio da estrada. "Eu sabia!". Você vê o menino andando no muro, se equilibrando, fica só olhando até o menino cair e se estatelar no chão e aí sim todo mundo acudir. "Eu sabia!". E, só pra enganar e diminuir a culpa, de vez em quando você solta um "eu sabia!" que te faz parecer o responsável por algo bom. Tipo, seu time, na lanterna do campeonato, faz 6 x 0 sobre o favorito e você grita "eu sabia!!!".

E sabe-se lá porque a gente entra nessas. Diz que não vai, mas vai, mesmo tendo certeza desde o início de que não tem jeito de dar certo. Bota fé em quem defintivamente não tem conserto e, quando leva a facada nas costas, diz "eu sabia!". Porque, no fundo, no fundo, sabia mesmo.

Quem sabe um dia a gente aprende. Aprende não a saber, mas a dizer "eu já sei" ao invés de "eu sabia!". A ressaca moral da ignorância é muito menor do que a de saber das coisas no pretérito nada perfeito do subjetivo.

"Sacudiu um pouco no caminho,
mas é só abrir com cuidado"

16 de jul. de 2009

Comunicação de Impacto

"A campanha publicitária é a primeira criada pelo núcleo digital da agência e promete seguir o conceito Comunicação de Impacto, que potencializa a verba do cliente e a faz parecer maior do que realmente é."

- da série "Nomes novos pra vender velhas ideias"

1 de jun. de 2009

Velhos (nem tanto) tempos

E quebrando o assunto completamente em outro post:

Fui ver hoje o Bing, novo buscador da Microsoft pra concorrer com o Google e Yahoo. Por causa dele acabei descobrindo que textos do meu antigo blog eram replicados em outros espaços que eu nem sabia, que o Google nunca tinha me mostrado.

Queria coltara escrever aqueles textos, do blog "A Baldurquínia". Eu estava numa época imspirada, e tive que parar pelo excesso de compromissos com o novo emprego que veio algum tempo depois de sua criação. Ultimamente a inspiração está mais fácil de achar que o tempo.

Hoje todo mundo tem twitter, orkut, etc, e naquela época era blog, e toda vez que eu o atualizava ele aparecia na página inicial do Spaces (MSN) e daí alguém achava. Criei um bom círculo de leitores-amigos com quem infleizmente perdi o contato depois. É uma experiência ótima, que me faz falta diante de tantos blogs corporativos que é o que mais vejo hoje, no lugar dos predominantes diários adolescentes e alguns poucos escritos mais literários que começavam a aflorar há uns 5 anos. Boa época, penso seriamente em voltar a isso. Deixarei aqui o novo endereço se assim decidir.

(obs.: mais uma vez, poquíssima paciência pra revisar o post. Azar dos erros de digitação ou de burrice mesmo...)

Peculiar

Escrevo hoje em primeiro lugar porque um amigo - e talvez o único leitor desse blog... - me lembrou que eu tenho isso.

Acabo de voltar de um encontro que eu pessoalmente classifico como "peculiar". Alguns colegas profissionais chamariam de "grande oportunidade", outros mais ligados à internet de "fantástico", e vão por aí outros adjetivos possíveis, provavelmente positivos ou no máximo neutros. Fui bater um papo rápido com o Edney, um cara de SP e muito conhecido na internet (Dá um google em "edney interney").

Peculiar sei lá exatamente porquê, mas o fato é que o sujeito é realmente é muito gente boa, sem qualquer sintoma comum a muita gente que ganha certa projeção e influência; e eu fui desprovido de qualquer pretensão, apesar dele ser quem é (colegas profissionais me reprovarão completamente se em algum momento lerem isto).

E por isso pulo direto pros meus pensamentos e questionamentos pessoais. Há algum tempo, e agora diante deste inesperado encontro, reforço uma dúvida: o que vale mais a pena, distanciar-me de projetos que consomem meu tempo livre que poderia ser usado em estudos que renderão bons frutos mais estáveis a longo prazo, ou continuar numa dedicação que, no ritmo que segue, tende a gerar bons frutos, talvez também a longo prazo. O tempo livre me falta, e parece que sempre faltará, porque qualquer que seja a decisão, ela implica em utilizá-lo racionalmente de forma a tirar melhor proveito profissional.

Uma terceira via, porém, fica lampejando lá no fundo, aquela eterna improbabilidade de que não seguir nenhum dos dois caminhos pode abrir os olhos para um novo caminho mais... "peculiar". Caminho que talvez não renda tantos frutos profissionais e financeiros - dos quais preciso tanto nessa fase da vida - , mas pra saúde e outras áreas da vida seria o que falta.

E tudo me diz que essa divisão em três vias é puramente psicológica, arbitrária, e bem que eu podia adminstrar ao mesmo tempo duas delas, é só uma questão de saber como, e quais.

20 de abr. de 2009

Memórias aleatórias

De vez em quando, do nada, me vem à cabeça uma memória sem o menor sentido.

Acabei de lembrar de quando eu fazia estágio no Centro Cultural da UFMG. Isso era2004 e o Orkut tinha acabado de ser lançado, ou eu pelo menos tinha acabado de entrar nele. E daí um dia, se lá porque, pediram que eu atendesse um cara, chamado Murilo, que vinha conhecer o Centro e queria fazer algum tipo de proposta, nem lembro bem o que. Sei que eu não fazia a menor ideia de como conduzir isso e fui com a cara e a coragem.

O papo foi indo, indo e sei lá como chegamos no ponto de eu falar com ele sobre o Orkut. Eu disse que era uma "rede de relacionamento" (ainda estavam definindo "mídia social" e usavam esse termo de vez em quando pro orkut). Aí ele me olhou torto e eu tive que explicar que não era eeesse tipo de relacionamento.

Acabou que a figura não foi mais no Centro depois disso, mas entrou no orkut, me adicionou e, pelo que acompanhei uns tempos, tirou um proveito enorme pra encontrar pessoas e informações - e principalmente pra se divertir.

E isso me lembrou outro caso da mesma época. O Orkut era tão pouco povoado que a gente sempre via as mesmas carinhas nas fotos.

Bem, um estagiário franco-português havia acabado de começar a trabalhar lá naqueles dias. E eu estava fazendo uma aula de "Antropologia da Festa" (festa aqui no sentido popular, carnaval, essas coisas. Não era festinha de aniversário não. Aliás uma das aulas mais sérias que fiz). Um dia precisei saber urgente de uma informação da aula e não sabia o contato de ninguém - não era a minha turma habitual. De repente, lembrei que uma das carinhas comuns no orkut, na comunidade da UFMG, era de uma aluna daquela turma. Entrei lá, deixei recado pra ela pedindo informação e ela me respondeu. E acrescentou:

"Você trabalha no Centro Cultural, né? Tem um intercambista trabalhando lá, o Briece, conhece? Ele tá ficando na minha casa".

E ainda logo depois descobri que a moça era filha de uma professora minha.

Ô mundinho pequeno hein.

18 de abr. de 2009

Um voto de confiança na humanidade

Sou usuário assíduo de redes sociais como Orkut e Twitter, entre outras tantas das quais não sou tão assíduo. A maioria delas tem um proposta interessante de colocar as pessoas em contato permanente, e até de conhecer gente nova, com interesses semelhantes.

Depois do boom do Orkut no Brasil - em outros países outras redes fazem tanto sucesso - passamos a encontrar outros segmentos, menos conhecidos, mas com uma proposta que ia além: colocar as pessoas em contato num contexto fora da internet.

Não estou falando se sites de relacionamento amoroso. O melhor exemplo prático que penso no momento é a guerra de travesseiros que ocorreu no dia 4 de abril passado. Em todo o mundo, as pessoas foram convocadas pela internet a ir pra algum ponto de cada cidade inscrita, levar um travesseiro e dar umas boas travesseiradas umas nas outras.

"Nossa, mas e quem não tinha nada a ver??? E o respeito??? E a sujeira que fica depois??? E se alguém colocasse u ferro, um tijolo, uma pedra dentro do travesseiro???"

Calma, calma! Olha o título do post e agora vem o motivo dele: tudo foi tranquilo. Eu não estive lá, infelizmente, mas vi as reportagens e respostas na internet. O evento tinha regras - e elas foram seguidas.  Por que? Porque as pessoas seguiram e pronto. Claro, certamente teve alguma bagunça em algum lugar - mas isso é mais que previsível, não há evento que ocorra 100% como previsto.

E pensei neste post porque acabei e voltar do correio, onde fui enviar pra uma pessoa chamada Evelyn um livro meu do Italo Calvino. Mandei porque me cadastrei no site Trocando Livros, coloquei o livro como disponível e ela pediu. Isso me custou 3,80 reais de postagem no correio - com isso ganhei um crédito pra pedir um livro de qualquer pessoa no site. Aguardo agora por "Como eu vejo o Mundo" de Albert Einstein, que solicitei a um outro usuário do site, e que me custaria pelo menos 25 reais a mais se eu fosse comprá-lo. Posso não recebê-lo, daí ganho o direito de pedir outro livro. Mas eu mandei o meu - que tal confiar um pouquinho nos colegas de site? 

Sequer vou trocar um e-mail com a tal Evelyn, e no entanto talvez tenhamos feito um contato muito mais forte do que algum "amigo" que me adicionou no orkut. Acredito que isso seja uma evolução das ferramentas da internet. No final das contas, apesar das possibilidades de anonimato na internet, ainda dá pra confiar um pouco no ser humano - e desconfiar apenas o necessário sem entrar na paranoia.

Apenas uma crítica fica nisso tudo. Como disse um colega no twitter: seria bom ver as pessoas se mobilizando pra outras causas mais nobres como se mobilizam para dar travesseiradas. Mas antes usar a internet apenas para se divertir do que para os crimes de que ouvimos falar e que abalam a fé nos contatos pela internet.

15 de abr. de 2009

AHHHRRGG, esses robôs inúteis!!!

Há alguns anos (2002, pra ser exato) eu ainda estudava, o google não era tão eficiente e eu fui fazer uma pesquisa sobre "relações públicas". Acabei achando a página de uma tal Roberta, que não era uma pessoa, e sim um robô (representado por uma moça 3d) que se dizia a relações públicas da empresa de software que a desenvolveu.

Infelizmente o link não existe mais, mas posso contar brevemente a experiência. Ela era um robô de conversação, ou seja, você entra no site e pode bater papo com ela, porque ela responde como se fosse um MSN. Só tinha dois problemas: 1 - Não funcionava, as respostas dela eram completamente aleatórias; e 2 - mesmo que funcionasse, você acha que alguém ia fazer outra coisa senão zoar com a pobre coitada?

O mais legal era encontrar em fóruns e blogs e ver as pessoas postarem seus "profundos" diálogos com a tal roberta, como esse aqui pro exemplo: http://cab.blogspot.com/2002/05/fui-falar-com-robertabot.html

Bem, e estou eu cá hoje, passeando no Twitter, coisa jamais imaginada em 2002, e tropeço com esse link aqui: http://www.camiseteria.com/profileblogpost.aspx?usr=rodrigoreis&bid=15438

Deja vu! (é assim que escreve?). Agora é a vez do Ed, um robô que pretende "ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais". Mas basta acessar o link acima pra ver que nada mudou: a graça mesmo é bater papos inúteis com a figura.

O link direto para o Ed é http://www.ed.conpet.gov.br/converse.php.

E quem é ele? É um robô criado para o Conpet - Programa Nacional de Racionalização do uso dos Derivados de Petróleo e de Gás Natural (tudo a ver com a sigla né). Sei lá desde quando isso (o projeto e o robô) existem, mas posso dizer uma coisa: ah, como é interessante perceber que após 7 anos, com todo o avanço tecnológico, algumas coisas continuam exatamente do mesmo jeito.

Tentar manter uma conversação com o robô é completamente inútil! Ele temrespostas genéricas para o que não sabe, não tem a menor continuidade de contexto e, principalmente: mesmo que você QUEIRA falar sobre energia, não conseguirá mais que um amontoado de informações sem qualquer linearidade de discussão.

Um manualzinho atenderia bem melhor. Deixa os robôs pra quando eles forem realmente úteis.

Obs.: Ah, eu já ia publicando sem falar o mais importante: o site do robô trava o tempo todo! Pelo menos a Roberta não fazia isso.

7 de abr. de 2009

Sinapses?

Agora há pouco fui escovar os dentes. Abri o armário e peguei minha escova de dentes. Ao lado da pasta de dentes estava o fio dental. 

Então eu primeiro peguei o fio dental, abri a tampa da caixinha, coloquei de volta no lugar, e em seguida abri a pasta de dente. 

Só na hora em que eu comecei a abrir a pasta de dentes é que percebi que havia feito esse processo completamente inútil e desnecessário de abrir a caixinha de fio dental como se fosse um passo necessário para abrir a pasta de dente.

Isso é normal???

2 de abr. de 2009

Momento filosófico

E extremamente viajado:

Se a natureza, ao longo de bilhões de anos, foi capaz de criar VIDA, ou seja, transformar um amontoado de elementos químicos num ser com com corpo e com consciência próprios, por mais limitada que ela seja, o que impede que o conjunto de tudo que forma o universo não seja nada mais do que um único ser vivo, mesmo que não saiba o que se passa dentre de si? Afinal, por acaso as bactérias que estão no nosso intestino sabem que estão dentro de uma pessoa? E nós conseguimos acompanhar o que cada uma está fazendo?

(Não, isso não é sério, mas quem quiser levar a sério fique à vontade)

19 de fev. de 2009

Desafio aos programadores

Ok, quase ninguém lê esse blog, e quem lê talvez não entenda o que vou dizer abaixo, mas não custa tentar espalhar a idéia.

Estou lançando um desafio aos programadores - se é que já não foi lançado e solucionado e eu é que não fiquei sabendo. E se não fiquei, alguém por favor me faça ficar. Obrigado. Agora continuando:

(tá com preguiça ou ficou confuso com a explicação abaixo? leia apenas a parte em negrito)

Vou chamar essa minha idéia de SSR, que é o oposto de RSS. Quem conhece sabe que RSS é o "Really Simple Syndication", e é o que faz o Google Reader e similares, ou seja: você agrega diversas fontes de informação num lugar só. O próprio usuário cria uma conta na ferramenta de RSS, vai lá nas fontes, copia o código, leva pra ferramenta, e depois pode classificar o conteúdo, organizá-lo de "n" formas, compartilhá-lo com amigos em alguns casos etc.

Pois a idéia do SSR é o "Super Simple Replication" (sim, eu acabei de inventar, aceito idéias melhores...). E funciona no sentido oposto do RSS. E se eu, a partir de uma mesma única ferramenta, pudesse programá-la fácil fácil pra colocar aquele vídeo legal no meu Orkut, meu Facebook e meu blog, sem ter que entrar nos respectivos um de cada vez? Ou mandar o mesmo texto pro twitter, pro meu blog e pro e-mail de um amigo?

Penso em duas possibilidades da forma de funcionamento:
1- Um código universal, tal como o do RSS, adotado por todos os sites. Você "assinaria" a página de postagem de vídeos do orkut, gerando um código que te informaria os campos pra preencher (sim, você descobriu: não entendo patavinas de programação. O que importa é a idéia) ao escolher lá na ferramente de SSR a opção postar>vídeo>no orkut.

2- A ferramenta de SSR permitira a criação de uma "macro": você informaria o endereço da página de postagem do conteúdo e o processo a ser seguido, ou seja, os campos a preencher. Daí bastava postar o conteúdo nos campos já programados (a ferramente ofereceria essa possibilidade de construção - igual muito serviço de blog e construção de site por aí).

Enfim, estou falando como usuário interessado em ter um desses. Não entendo nada de como construir isso, nem sei até onde é possível, mas aí que está a graça. Se tudo o que eu falei sobre como devia funcionar é coisa de leigo, entenda-se apenas a pura e simples intenção:
que exista uma ferramenta que seja capaz de distribuir conteúdo a diversos sites de diversos tipos, que não têm entre si nenhuma ligação direta (ex.: pertencer à mesma empresa, grupo etc), sem que o usuário tenha que visitar tais sites diretamente, um por um. Faria assim o caminho exatamente inverso do qu faz o RSS.

Será que alguém pode fazer o favor de criar isso pra mim? Tô cansado de demorar meia hora só pra postar um texto e um vídeo nuns 3 sites diferentes, porque tenho que repetir a mesma tarefa 3 vezes pra cada coisa em cada site separado. Obrigado!

15 de jan. de 2009

Acabaram os acentos diferenciais

Jorge era um cara muito vaidoso, mas também adorava ser do contra.
Sempre que alguém elogiava seu cabelo, ele respondia que tinha muito pelo contrário.

5 de jan. de 2009

English, anderstênde?

A banda Calypso gravou "Acelera" em inglês, segundo a descrição do vídeo no youtube, para participar da "trilha sonora de um filme de hollywood que em 2009 estará no cinema".



Confesso que tenho medo... Da última vez que vi isso foi com o Kaoma, no auge da lambada. O resultado foi "Chorando se foi" (ou sei lá o nome daquela música) em inglês, compondo a trilha de "Lambada, a dança proibida" (veja cena com a música no vídeo abaixo). Pra se ter uma idéia, o tal filme começa com uma tribo indígena brasileira jogando capoeira, os índios são uma mistureba de tipos físicos baseados nos índios norte-americanos, falam espanhol, e a mocinha - que é a filha do "rei" (como eles chamam o cacique no filme) - se fosse mais branca seria loira.

Dá uma olhada aí. A música começa aos 2:28. Ignore o pajé-feiticeiro-curandeiro com a cobra no começo da cena. Ele tá só curando o tornozelo do par da mocinha.

E também ignore o que acontece depois da dança. Por favor, simplesmente... ignore...




Ah sim... Sim EU ASSISTI O FILME em alguma tarde perdida no tempo do SBT! Na época foi um trauma, por isso nunca esqueci.

30 de dez. de 2008

Atentado a bomba na empresa

As primeiras informações, segundo a polícia, são de que funcionários terceirizados, que ocupavam um quarto na 5ª Avenida, teriam deixado a bomba numa cesta de lixo.


(obs.: não entendeu? pergunte!)

Por que não seguir Maquiavel

Olha só essa história: http://apnews.myway.com/article/20081228/D95BS3IG0.html

Um homem e uma mulher se conheceram num campo de concentração, na época da segunda guerra. Ele era um dos presos. Ela passava escondido para eles maçãs e pães pela cerca de arame farpado. No meio do holocausto, os dois se apaixonaram, casaram-se e viveram mais de 50 anos Juntos.

Ele, em busca de um mundo melhor, resolveu contar essa história de um amor possível para inspirar as pessoas. Para isso, escreveu um livro que seria lançado em breve.

Seria. A Editora cancelou a publicação, porque descobriu que essa história jamais aconteceu. O homem, Herman Rosenblat, conheceu sua esposa em Nova York, num encontro às cegas. Numa declaração divulgada recentemente ele se descreveu como "um defensor do amor e da tolerância que falseou o seu passado para melhor espalhar sua mensagem".

Então, os fins justificam os meios?

Herman escreveu um livro dizendo ser verdadeira uma história falsa. Para isso, falseou não apenas sua história pessoal, mas dados históricos. Falou sobre pessoas que não estavam lá, sobre comportamentos que não ocorreram, decisões que não foram tomadas, coisas que não aconteceram numa época tão conturbada e importante da história. Tudo isso poderia ter sido material de pesquisa no futuro - e de distorção da história da humanidade. Ele sabia disso, mas em nome de um bem maior, "o amor e a tolerância", valia a pena.

Herman também contava uma história sobre um homem e uma mulher, uma história linda, como verdade, como se dissesse "isso também pode acontecer com você" (considerando as devidas analogias, claro). Disse que era verdade, porque com isso o sentimento ainda seria mais forte. Estava mentindo, sabia disso, mas, em nome de um bem maior, valia a pena.

Herman conversou com várias pessoas, com editores, e provavlemente com repórteres - se é que não contou a história para todos que conhece - dando como verdade tudo que estava no livro. Manipulou, sim, algumas pessoas com essas mentiras. Mas se a história fosse tomada como verdadeira, seria mais provável de ser publicada. Portanto, essa pequena manipulação, em nome de um bem maior, valia a pena.

Valia a pena?

A reputação de Herman foi pro saco. Os editores vão passar a desconfiar ainda mais de histórias verídicas pra não se queimar. Agentes, editores e demais pessoas que conversaram com eles se sentem traídos e desconfiados. Outros livros de história, de autores provavelmente honestos, são colocados sob uma aura de desconfiança.  Quem ouviu esse caso pode ficar um pouquinho mais cético sobre histórias de amor (se pra falar de amor e tolerância é preciso criar uma mentira, não existe nada de verdade pra falar sobre isso?). 

Pra Herman, os fins justificavam os meios. É nisso aí que dá.

A propósito, pra todos que acreditam que os fins justificam os meios e praticam essa filosofia: procure um psiquiatra! Se você faz isso para o bem alheio, você tem um sério problema de complexo de grandeza, achando-se capaz de definir o que é melhor pros outros. Se faz isso pro seu próprio bem, provavelmente sofre de algum tipo de sociopatia.

28 de dez. de 2008

As coisas mais estranhas do universo

Quando eu fui fazer vestibular, por mais estranho que pareça, fiquei em dúvida entre dois cursos: comunicação ou física.

Decidi pela comunicação, mas a física nunca deixou de me atrair. E tá aqui um dos motivos: veja a lista das 10 coisas mais estranhas do universo clicando aqui.

Bom, a lista mesmo eu já passo, só pra deixar a curiosidade. Mas bom mesmo é ver as imagens e as explicações.

E, as 10 coisas mais estranhas são:
10 - Estrelas hipervelozes
9 - Buracos negros
8 - Magnetars
7 - Neutrinos
6 - Matéria Escura
5 - Energia Escura
4 - Planetas
3 - Gravidade
2 - A vida
1 - O Universo

"Mas como assim a gravidade? Como assim os planetas? Já se sabe tanto sobre eles, como podem estar no topo das coisas mais estranhas?". 

Pois é.  Por isso que o próprio universo é o topo da lista das coisas mais estranhas e inexplicáveis. Quanto mais se sabe sobre uma coisa, mas difícil fica entender sua origem. Ok, conhecemos as fórrmulas da gravidade, sabemos sobre campos magnéticos etc, mas... por quê diabos existe o campo magnético? O que afinal atrai o quê, e por que? E de onde isso tudo saiu???

Eu adoro esse negócio!

21 de dez. de 2008

Interessante pra quem?

Entrei na minha página de Favoritos do Google, e resolvi clicar na opção "itens interessantes". Ali tem uma lista de 10 links que o Google acha que pode me interessar, deacordo com meu histórico de pequisa.

Daí um dos links levava pra essa imagem aí embaixo:


Tá, não posso deixar de dizer que realmente achei a foto... "interessante"...

Mas sério... depois daquele vídeo do último post, agora trombo com isso? Tô precisando tomar mais cuidado com os links em que ando clicando.